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MEI Caminhoneiro: limite, INSS e quando vale a pena

Um CNPJ simples pra quem roda por conta própria, com regras diferentes do MEI comum.

20 de outubro de 20264 min de leituraDinheiro

Desde a Lei Complementar 188/2021, quem é transportador autônomo de cargas pode abrir um MEI próprio, o chamado MEI Caminhoneiro. É uma forma de ter CNPJ, emitir nota e contribuir pro INSS sem a burocracia de uma empresa maior.

As regras principais

  • Limite de faturamento: R$ 251.600 por ano, bem acima do MEI comum.
  • INSS: a contribuição é de 12% do salário mínimo por mês (no MEI comum é 5%). Em troca, conta pra aposentadoria e outros benefícios.
  • Quem pode: o transportador autônomo de cargas (TAC) com registro ativo no RNTRC da ANTT. Motorista com carteira assinada numa transportadora não se enquadra.

Os valores mudam com o salário mínimo, e existe proposta no Congresso pra aumentar o limite. Confira os números atuais no Portal do Empreendedor antes de abrir.

Quando vale a pena

  • Quando o cliente ou a operação pede nota fiscal.
  • Quando você quer contribuir pro INSS de forma organizada.
  • Quando você quer separar o dinheiro do trabalho do dinheiro de casa.

Cuidado com

  • Estourar o limite: some todo o faturamento do ano, e não só o que sobra.
  • Esquecer a guia mensal: atraso vira multa e pode travar benefício.
  • Achar que o MEI resolve tudo: ele não substitui RNTRC, EAR na CNH nem seguro.

Na dúvida, um contador resolve em uma conversa. É barato perto do prejuízo de abrir errado.