Todo motorista que já procurou vaga de agregado já viu: anúncio com diária alta, “começa amanhã”, e um número de WhatsApp. Muita vaga é séria. Mas o golpe existe, e ele mira justamente quem tem o veículo e o sustento em jogo.
Os 7 sinais
- Pede dinheiro pra entrar. Taxa de cadastro, “caução”, “reserva da rota”. Empresa séria não cobra pra você trabalhar.
- Obriga a comprar rastreador ou curso com eles. Se você precisa pagar um equipamento pra “liberar a vaga”, desconfie.
- Pressa demais. “Só hoje”, “últimas vagas”, “manda o Pix agora que eu seguro pra você”.
- Sem CNPJ, sem endereço. Só um nome bonito e um WhatsApp. Ninguém sabe onde fica.
- Diária que não bate com nada. Valor muito acima do mercado, sem explicar a operação.
- Quer seus documentos antes de qualquer conversa. Foto da CNH, CPF e comprovante logo de cara, sem você saber nem qual é o serviço.
- Arte de panfleto. Muita estrela, exclamação e promessa, e nenhuma foto real de operação, de gente ou de veículo.
Como checar uma empresa em 2 minutos
Peça o CNPJ e consulte no site da Receita Federal (o link está no fim do texto). Lá aparece o nome da empresa, a situação (tem que estar ativa), a data de abertura e o endereço. Confira se o nome bate com o que te falaram e se a atividade tem a ver com transporte.
Depois, procure a empresa no Google e no mapa. Veja se o endereço existe, se tem avaliação e foto do lugar. Se quiser ir além, pergunte quem já roda lá e peça pra falar com um agregado.
Caiu num golpe? Faça isso
- Não mande mais nenhum valor, mesmo que prometam devolver.
- Guarde prints da conversa, o número e o comprovante do Pix.
- Registre boletim de ocorrência (dá pra fazer pela delegacia eletrônica do seu estado) e avise o seu banco na hora, pedindo a contestação do Pix.
Na Translupri
A gente nunca cobra nada pra entrar, em nenhuma etapa. O CNPJ está no rodapé do site, e na conversa você fica sabendo da operação antes de mandar qualquer documento. Se alguém pedir dinheiro em nosso nome, é golpe: avise a gente pelo WhatsApp oficial.